SISTEMA ARBOR - Um Sistema Gerenciador de Bancos de Dados para o Manejo e Monitoramento de Coleções Vivas em Jardins Botânicos

Eduardo Dalcin

Jardim Botânico do Rio de Janeiro Rua Jardim Botânico 1008, 22.460 Rio de Janeiro, Brasil

Resumo

Dispor da informção correta, na forma e no tempo desejado tem sido a razão de inúmeros sucessos na administração e nos processos de tomada de decisão.

Na manuteção de coleções botânicas vivas depositadas em jardins botânicos não poderia ser diferente. Poder dispor dos dados orgenizados ou agrupados na forma mais conveniente, selecioná los, analisaá los, e deles extrair informações capazes de servir de subsídio às equipes de planejamento/manutenção, ao corpo de pesquisadores da casa e até mesmo ao público interessado é, sem dúvida um privilégio para qualquer administrador destas coleções.

A difusão dos computadores pessoais, em particular os IBM PC compatíveis, hoje de relativo baixo custo e fácil manuseio, trouxe para o convívio do meio acadêmico e cientifico uma ferramenta e poderosa no manejo de dados, possibilitando a criação e utilzação de Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados (SGBDs).

Assim sendo, a Programa Mata Atlântica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, atraves do Projeto Banco de Dados, vem desenvolvendo o SISTEMA ARBOR.

A proposta do SISTEMA ARBOR é ser um conjunto de SGBDs especialmente direcionados para atender a demanda de informações sobre as diversas atividades cientificas, de manutenção e monitoramento relacionadas com coleções vivas depositadas em jardins botânicos. E, como não poderia deixar de ser. O sistema pretende tambem servir de interface para a transferência e intercâmbio dos dados relativos estas coleções por entre os jardins botânicos que adotarem o padrão I.T.F.

Nesta primeira fase o SISTEMA ARBOR propõe dois softwares distintos: ARBOR1 para manejo das informações relativas a espécies e suas características; e o ARBOR2, que maneja informações relativas aos individuo (exemplares da coleção) e onde estão depositados.

Ambos os sistemas adotam o modelo relacional e foram desenvolvidos na linguagem XBASE, tornados executáveis pelo compilador CLIPPER da Nantucket Corporation na sua versão Summer '87 e utilizam arquivos padrão DBASE (DBFs).


Dispor da informação correta, na forma e no tempo desejado tem sido a razão de inúmeros sucessos na administração e nos processos de tomada de decisão.

Na manutenção de coleções botânicas vivas depositadas em jardins botânicos não poderia ser diferente. Poder dispor dos dados ordenados ou agrupados da forma mais conveniente, selecioná los, analisá los, e deles extrair informações capazes de servir de subsídio às equipes de planejamento/manutenção ao corpo de pesquisadores da casa e até mesmo ao público interessado é, sem dúvida um privilégio para qualquer administrador destas coleções.

O poder da informação se faz sentir também na capacidade de sensibilizar patrocinadores para a captação de recursos necessários ao manejo e manutenção das coleções bem como nas ações de cunho conservacionista.

Neste escopo, as informações são geradas por dados coletados e armazenados ao longo dos anos em bibliotecas, herbários e arquivos manuais. Contudo, a recuperação destes dados e o acesso a estas informações muitas vezes é penosa, demorada, quando não, impossível no prazo e na forma desejada.

Muitas das vezes estes dados encontram se isolados nos diversos setores da instituição. Isto se dá, devido à ações individuais dos setores ávidos em atender a sua necessidade específica de informação. Por exemplo, o setor responsável pelas coleções vivas necessita da informação dos indivíduos que precisam ser podados num determinado mês, o setor de sementes necessita da informação dos indivíduos devem ter suas sementes coletadas naquele mesmo mês. Cada qual possui seus registros de espécies, individuos e locais onde estão depositados. Tal fato, indesejável por si só, está associado à um elevado grau de redundância (duplicação) dos dados comuns à todos os setores como por exemplo, informações sobre as espécies.

A vantagem de se partilhar arquivos de dados fica evidente quando estes setores, cada qual com seus registros sobre indivíduos, acessam um único e institucional arquivo de espécies contendo todos os atributos que dizem respeito ao Taxon. Esta centralização facilita a manutenção dos dados, evita sua duplicação e, consequentemente, aprimora a qualidade da informação pois cada setor contribui com um pouco para usufruir do todo. Integrar os dados é integrar a instituição.

Com relação a estrutura de armazenamendo dos dados, me parece que o modelo relacional é o que melhor representa a realidade inerente aos dados botânicos e sua implementação, alem de outros beneficios de carater mais técnico, favorece o compartilhamento dos dados não só interna (pela instituição) como externamente.

Dentro desta proposta o Programa Mata Atlântica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Através do Projeto Banco de Dados, vem desenvolvendo o SISTEMA ARBOR.

A proposta do SISTEMA ARBOR é de ser um conjunto de SGBD's especialmente criado para atender a demanda de informações sobre as diversas atividades cientificas, de pesquisa e manutenção relaciondas com coleções depositadas em jardins botânicos. E, como não poderia deixar de ser, o sistema pretende também servir de interface para a transferência e intercâmbio dos dados relativos à estas coleções por entre os jardins botânicos que adotarem o padrão ITF.

Nesta primeira fase, o Sistema propõe dois softwares distintos: o ARBOR1 que maneja informações relativas às espécies e suas características; e o ARBOR2, que maneja as informações referentes aos individuos (exemplares da coleção) e onde estão depositados.

No desenvolvimento dos sistemas procurou se delinear uma interface amigável com o usuário final criando tabelas de opções internas, consultas a bases de dados simultâneas e relacionadas, linhas de mensagens e 'dialog boxes' orientando o usuário em suas ações.

Ambos os sistemas foram desenvolvidos na linguagem XBASE utilizando arquivos de dados padrão DBASE (DBFs) e tornados executáveis pelo compilador CLIPPER da Nantucket Corporation na sua versão Summer'87. A opção pela liguagem, formato do arquivo de dados e pelo compilador foi devida a sua grande difusão e maior disponibilidade do suporte, tornando se quase um padrão no meio cientifico e acadêmico nacional.

Desta forma, o proccsso de informatização de coleções em jardins botânicos deve:

Independente dos recursos de hardware e software, esta integração citada acima passa fundamentalmente pela padronização. Felizes os jardins botânicos que contam hoje com uma proposta de padronização intitulada International Transfer Format (ITF) que, mesmo em evolução, desponta como uma proposta promissora para que os jardins botânicos possam, pela troca de informações, se fortalecer e melhor cumprir seu papel na conservação. Contudo, o elo mais forte desta integração é feita não pelos indivíduos mas pelos taxons que eles representam. Assim sendo, padrões orientados ao taxon devem ser estudados e discutidos.

A difusão dos computadores pessoais, em particular os IBM-PC compativeis, hoje de relativo baixo custo e de facil manuseio trouxe para convívio do meio acadêmico e científico uma ferramenta poderosa no manejo de dados, possibilitando a criação e utlização de Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados (SGBDs).

Contudo nem sempre o dado armazenado e garantia da informação disponível. Selecionar, ordenar e agrupar dados é a essência da análise e a qualidade das informações obtidas vai depender diretamente não só da estrutura de armazenamento dos dados mas tamblém da capacidade do SGBD de manejá los.

O SISTEMA ARBOR2

O SISTEMA ARBOR2 já em fase de monitoramento e sintonizaçao, é o responsável pela manipulação dos dados sobre os indivíduos e é essencialmente direcionado para manutenção e monuitoramento destes.

Foi criada uma estrutura modular de acesso aos dados onde, a partir das entidades básicas (espécie, indivíduo e local), disponíveis no menu principal, seguem se as opções de inclusão, edição ou emissão de relatórios de seus atributos, através dos sub menus seguintes.

Para os locais, a estrutura recursiva permite uma subdivisão hierárquica dos sítios de cultivo, facilitando o armazenamento deste tipo de dado. Desta forma pode se armazenar dados de um local, que contém vários sub locais, e assim por diante.

Para o local, é possível também o armazenamento de variáveis ambientais, tais como temperatura, pluviosidade, pH do solo, umidade relativa do ar, etc. Todas definidas pelo usuário no módulo de dicionários.

No módulo de indivíduos é possível a inclusão, edição e relatorios gerais, de vistorias, de manutençao e de fenologia. Relatórios floristicos e fitossanitários por local ou ascendentes também estão disponíveis.

Como módulo principal, o módulo de indivíduos possui suas pesquisas efetuadas atravéz do modelo QBE (Query By Example), possibilitando ao usuário extrair listagens selecionadas por diversos tipos de filtros lógicos.

Os arquivos de manutenções e fenologia possuem dicionários definidos pelo proprio usuário, facilitando a integração do sistema com metodologias já aplicadas.

O módulo de espécie permite a manipulação de dados taxonômicos como Família, Gênero, Espécie e Autor, bem como nomes vulgares.

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